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A Cidade e as Serras
Coles
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A Cidade e as Serras in Ottawa, ON
By None
Current price: $9.99


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No fim da vida, numa carta a uma parenta aristocrata que conhecera Paris nos tempos áureos, terminava Eça: «Deus nos dê paciência para aturar a civilização.» A par da descrença, que se ia insinuando naquele fim de século, na ciência e na técnica, a visão da vida e do mundo de Eça, a caminho dos 60 anos, também já era outra. A Cidade e as Serras é o último romance de Eça de Queiroz, obra que o autor não viu publicada em vida, nem tão pouco pôde rever com a minúcia e o engenho que lhe eram característicos. São dezasseis capítulos os que constituem o livro que é muitas vezes apontado como o marco de viragem no corpus queirosiano e onde assistimos à gradual transformação de Jacinto de Tormes, personagem não menos vezes tida, por leitores e estudiosos, como reflexo do próprio autor. De homem citadino e adepto incondicional da civilização e do progresso, representados pela cidade de Paris, então capital do mundo, entregue a um fastio e a um tédio inexplicáveis, Jacinto metamorfoseia-se em apaixonado pela Natureza e pelo campo (e, concretamente, as serras de Tormes), cheio de entusiasmo, vitalidade e apetite pela vida. O desenlace vem, pois, desmentir o citadino do início da intriga, que jurava que «o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado». Jacinto nunca mais voltaria a Paris.
No fim da vida, numa carta a uma parenta aristocrata que conhecera Paris nos tempos áureos, terminava Eça: «Deus nos dê paciência para aturar a civilização.» A par da descrença, que se ia insinuando naquele fim de século, na ciência e na técnica, a visão da vida e do mundo de Eça, a caminho dos 60 anos, também já era outra. A Cidade e as Serras é o último romance de Eça de Queiroz, obra que o autor não viu publicada em vida, nem tão pouco pôde rever com a minúcia e o engenho que lhe eram característicos. São dezasseis capítulos os que constituem o livro que é muitas vezes apontado como o marco de viragem no corpus queirosiano e onde assistimos à gradual transformação de Jacinto de Tormes, personagem não menos vezes tida, por leitores e estudiosos, como reflexo do próprio autor. De homem citadino e adepto incondicional da civilização e do progresso, representados pela cidade de Paris, então capital do mundo, entregue a um fastio e a um tédio inexplicáveis, Jacinto metamorfoseia-se em apaixonado pela Natureza e pelo campo (e, concretamente, as serras de Tormes), cheio de entusiasmo, vitalidade e apetite pela vida. O desenlace vem, pois, desmentir o citadino do início da intriga, que jurava que «o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado». Jacinto nunca mais voltaria a Paris.

















