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A cidade que devora malocas: habitação popular e o espaço urbano de Porto Alegre (c. 1943 – c. 1973)
Coles
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A cidade que devora malocas: habitação popular e o espaço urbano de Porto Alegre (c. 1943 – c. 1973) in Ottawa, ON
By None
Current price: $10.86


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Size: Kobo eBook
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O livro trata da moradia popular na cidade de Porto Alegre no período entre 1943 e 1973, aproximadamente, enfocando as habitações que formaram conjuntos que se tornaram conhecidos como "vilas de malocas". Os autores investigam as semelhanças e diferenças em relação a localidades similares, como as "favelas" cariocas. Foram problematizados eventuais vínculos com o período escravista. Também são abordados aspectos como "cor" e "raça", estigmas sofridos e noções locais de justiça, mundos do trabalho e as representações sociais operadas pela imprensa. Entretanto, a linha mestra da análise do livro são os processos pelos quais os pobres da cidade foram "empurrados" progressivamente para áreas periféricas da cidade, por vieses econômicos e extraeconômicos, em uma política higienista de expulsão das regiões centrais. As "malocas" são relacionadas ao processo de crescimento urbano, demonstrando que, longe de ser fenômenos casuais, fazem parte necessária de seu desenvolvimento. Verificam-se, ainda, as iniciativas de resistência e a ineficácia dessa abordagem em relação à moradia da população pauperizada. São levantados alguns exemplos específicos do processo identificado de uma forma macroscópica, enfocando, inclusive, o caso de "vilas" hoje inexistentes, tais como a Doca das Frutas e a Caiu do Céu.
O livro trata da moradia popular na cidade de Porto Alegre no período entre 1943 e 1973, aproximadamente, enfocando as habitações que formaram conjuntos que se tornaram conhecidos como "vilas de malocas". Os autores investigam as semelhanças e diferenças em relação a localidades similares, como as "favelas" cariocas. Foram problematizados eventuais vínculos com o período escravista. Também são abordados aspectos como "cor" e "raça", estigmas sofridos e noções locais de justiça, mundos do trabalho e as representações sociais operadas pela imprensa. Entretanto, a linha mestra da análise do livro são os processos pelos quais os pobres da cidade foram "empurrados" progressivamente para áreas periféricas da cidade, por vieses econômicos e extraeconômicos, em uma política higienista de expulsão das regiões centrais. As "malocas" são relacionadas ao processo de crescimento urbano, demonstrando que, longe de ser fenômenos casuais, fazem parte necessária de seu desenvolvimento. Verificam-se, ainda, as iniciativas de resistência e a ineficácia dessa abordagem em relação à moradia da população pauperizada. São levantados alguns exemplos específicos do processo identificado de uma forma macroscópica, enfocando, inclusive, o caso de "vilas" hoje inexistentes, tais como a Doca das Frutas e a Caiu do Céu.

















