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Coisas que vi, ouvi, aprendi...
Coles
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Coisas que vi, ouvi, aprendi... in Ottawa, ON
Current price: $12.99


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Size: Kobo eBook
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Fragmentos, textos brevíssimos de timbre poético no limar de desaparecer. Neste livro, de tom melancólico e final, Agamben refaz a própria vida entrelaçando-a aos ensinamentos aprendidos dos amigos, livros, lugares e escritores. O passo é leve, a atmosfera frágil, a luz tem o lampejo da iluminação. Como um tomar de notas para um testamento impossível, como escrever o próprio nome depois de o ter esquecido: «Coisas que vi, ouvi, aprendi… » parece a tentativa de recordar esse nome, soletrá-lo em voz baixa, como se faz quando se aprende uma língua. Por isso, as palavras de Agamben ressoam últimas, ou penúltimas, assim como é a verdade; em busca da inocência da infância, do primeiro escrito que tinha em si tudo o que o adulto procurou em vão explicar, Agamben toma notas daquilo que resta dos mestres, e deles absorve a sabedoria manifestando-a) como um odor: amargo, meditativo, com frequência sereno, livre. Nenhum outro livro de Agamben se parece com este, nenhum tem o tom alto e cristalino de quem lutou até a última gota de sangue com a linguagem, e voltou para testemunhar.
Fragmentos, textos brevíssimos de timbre poético no limar de desaparecer. Neste livro, de tom melancólico e final, Agamben refaz a própria vida entrelaçando-a aos ensinamentos aprendidos dos amigos, livros, lugares e escritores. O passo é leve, a atmosfera frágil, a luz tem o lampejo da iluminação. Como um tomar de notas para um testamento impossível, como escrever o próprio nome depois de o ter esquecido: «Coisas que vi, ouvi, aprendi… » parece a tentativa de recordar esse nome, soletrá-lo em voz baixa, como se faz quando se aprende uma língua. Por isso, as palavras de Agamben ressoam últimas, ou penúltimas, assim como é a verdade; em busca da inocência da infância, do primeiro escrito que tinha em si tudo o que o adulto procurou em vão explicar, Agamben toma notas daquilo que resta dos mestres, e deles absorve a sabedoria manifestando-a) como um odor: amargo, meditativo, com frequência sereno, livre. Nenhum outro livro de Agamben se parece com este, nenhum tem o tom alto e cristalino de quem lutou até a última gota de sangue com a linguagem, e voltou para testemunhar.

















